Depende? Do que? A mim, não enganam. A "celeuma" é simples: vontade é desejo, intenção, livre-arbítrio; interesse é benefício, vantagem, fascínio. Neymar tem vontade. Juninho Pernambucano, rumando para os EUA, teve interesse.
Repare no último verbo: teve. O que quer dizer que o jogador samba entre estas duas palavrinhas tão parecidas - vontade e interesse - mas com significações por vezes tão distintas. Conca tem vontade de regressar ao Flu, mas por interesse em deixar a China, jogaria até no Fla.
Com ou sem caroço no angú, toda transação passa por isso, especialmente no início da temporada. O fascínio de Montillo, ao vestir a 10 de Pelé e atuar ao lado de Neymar, não pode ser taxado de interesse puro. Querido por muitos clubes, sua vontade prevaleceu. Um misto de ambos sentimentos. Ganso forçou sua saída do mesmo Santos, nas mesmas condições, por interesse - ou de quem conduz sua carreira.
Foi parar no São Paulo, que experimentou o mesmo, só que ao contrário, quando Oscar foi pro Internacional. O que pra mim simplifica as coisas: jogador tem vontade sim! Quando ela prevalece, o desfecho é rápido. Quando surge o interesse, a coisa muda de proporção e vira novela. Ganso e Oscar, novelas. Montillo, minissérie.
Pato foi simples, rápido. Sua vontade de retornar à Seleção falou mais alto e não era naquele time horroroso do Milan que conseguiria. Robinho, Nenê e outros deixaram o interesse passar a frente e viraram leilões. A linha que divide vontade de interesse é demasiadamente tênue. Teria Alex, agora de volta às origens no Coritiba, deixado pesar algo além de sua vontade para retornar?
E a situação de Felipe no Vasco? De Assunção no Palmeiras? De Riquelme no Boca?......
Como diria o Zeca, "cada um na sua onda, cada um na sua prancha, eu não vou lá no seu barco, tu não vem na minha lancha...". A problemática é o tamanho da embarcação....

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